the life, the universe & everything

"I have measured out my life with coffee spoons." - T.S.Eliot

dropsfal:

Hoje
O meu amor por você permanece. A cada sim. A cada não. Principalmente a cada não. Quando eu me lembro do formato do seu nariz. Da suas mãos. Do cheiro do seu suor. Da sua imensa gargalhada. Da sua voz feita para cantar as tolices da tevê. O meu amor permanece, intacto, cuidado como uma coisinha de cristal. Ele está onde sempre esteve, “como Minas, como Minas”, diria você, rindo, rindo. Meu amor por você permanece. Ele está no mesmo lugar – ouça, por favor – no mesmo lugar em que esteve, a vida toda, a vida toda. Ele nunca saiu dali. Não houve tufão, nem revolução, nem vereda equivocada (e meu Deus, querido, foram tantas, sou o resultado de todas as minhas escolhas ruins, das minhas muitas escolhas ruins) que movesse um milímetro o meu amor por você. O mesmo prumo, o mesmo eixo. Meu amor por você grita quando tomo coca-cola. Quando, sentada no capô do meu carro, fumo aquele cigarro da madrugada, antes de ir para a cama. Meu amor por você fala mil idiomas, mas não tem com quem praticar. Meu amor por você come danoninho com o dedo, e dói quando meu tornozelo dói. Meu amor por você permanece, intacto, limpo, puro, como naquela primeira manhã. Ele não foi tocado, nem pela luz. Ele não foi remexido e revirado como as gavetas do meu coração, ele não pegou chuva na corridinha entre o ponto do ônibus e a entrada do metrô. O meu amor por você segue, quase o mesmo, quase bem, quase sempre. Meu amor por você está estampado na camiseta de cada um que passou pela minha vida, nos pudins da Marli, nas galochas vermelhas que eu usava para pescar com meu pai, na gravação na qual a Mercedes Sosa diz que se tudo muda, que eu mude não é estranho. Meu amor por você está congelado no tempo, como as fotos das nossas tias avós, como meu nariz quando ando o cachorro de madrugada, como se não houvesse amanhã. Meu amor por você sabe que não haverá.

— Do livro Sonhei que a neve fervia

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Hoje

O meu amor por você permanece. A cada sim. A cada não. Principalmente a cada não. Quando eu me lembro do formato do seu nariz. Da suas mãos. Do cheiro do seu suor. Da sua imensa gargalhada. Da sua voz feita para cantar as tolices da tevê. O meu amor permanece, intacto, cuidado como uma coisinha de cristal. Ele está onde sempre esteve, “como Minas, como Minas”, diria você, rindo, rindo. Meu amor por você permanece. Ele está no mesmo lugar ouça, por favor no mesmo lugar em que esteve, a vida toda, a vida toda. Ele nunca saiu dali. Não houve tufão, nem revolução, nem vereda equivocada (e meu Deus, querido, foram tantas, sou o resultado de todas as minhas escolhas ruins, das minhas muitas escolhas ruins) que movesse um milímetro o meu amor por você. O mesmo prumo, o mesmo eixo. Meu amor por você grita quando tomo coca-cola. Quando, sentada no capô do meu carro, fumo aquele cigarro da madrugada, antes de ir para a cama. Meu amor por você fala mil idiomas, mas não tem com quem praticar. Meu amor por você come danoninho com o dedo, e dói quando meu tornozelo dói. Meu amor por você permanece, intacto, limpo, puro, como naquela primeira manhã. Ele não foi tocado, nem pela luz. Ele não foi remexido e revirado como as gavetas do meu coração, ele não pegou chuva na corridinha entre o ponto do ônibus e a entrada do metrô. O meu amor por você segue, quase o mesmo, quase bem, quase sempre. Meu amor por você está estampado na camiseta de cada um que passou pela minha vida, nos pudins da Marli, nas galochas vermelhas que eu usava para pescar com meu pai, na gravação na qual a Mercedes Sosa diz que se tudo muda, que eu mude não é estranho. Meu amor por você está congelado no tempo, como as fotos das nossas tias avós, como meu nariz quando ando o cachorro de madrugada, como se não houvesse amanhã. Meu amor por você sabe que não haverá.

— Do livro Sonhei que a neve fervia

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tinytmas:

i apologize for posting porn

That’s all… From dealing so much with shadows, I myself have become a shadow - in what I think and feel and am. My being’s substance consist of nostalgia for the normal person I never was. That, and only that, is what I feel.
Fernando Pessoa, The book of disquiet (via theunspokennostalgia)
fuckyouverymuch:

We quit.

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We quit.

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80slove:

Al Pacino

My head falls backs
And the walls crash down
And the sky
And the impossible
Explode
Held for one moment I remember a song
An impression of sound
Then everything is gone
Forever

A strange day…

A Strange Day, The Cure
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claudiasentada:

thomasmullaer:

THIS WAS THE BEST THING I’VE EVER SEEN IN MY LIFE 

♥ ♥ ♥ 

inneroptics:

Robert Liberace

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Robert Liberace

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